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BLACKENED: Entrevista com a banda curitibana de thrash metal que está em fase de produção de seu novo CD “Truth Behind Destruction”
Formação atual: O novo guitar, Carlos, é o primeiro da esquerda

Formação atual: O novo guitar, Carlos, é o primeiro da esquerda, seguido por Marcelo (batera), Ulisses (guitar) e João (baixo e voz)

Há pouco mais de três anos o metal curitibano foi infestado por uma nova leva de bandas de “true” thrash metal que reanimou uma vertente fundamentada por bandas antigas da cidade, muitas ainda na ativa. Desta nova leva, uma das mais promissoras é a Blackened, que impressiona com suas músicas trabalhadas e velozes, totalmente embebidas no thrash clássico de bandas como Nuclear Assault, mas que ao mesmo tempo soam atuais e têm uma pegada raivosa. Segue abaixo entrevista exclusiva com a banda, respondida pelo guitarrista Ulisses Nathan:

Quanto tempo de estrada tem o Blackened?

A banda existe desde 2012, mas com o nome de Damnation. Em 20 13 mudamos o nome para Blackened.

Quais suas principais influências?

Thrash metal da bay area, Sepultura, Death, rap nacional.

Você acha que o rap nacional tem muito a ver com o thrash? Em que pontos?

Sim, sem dúvida alguma. Na verdade, quando a música é feita totalmente como forma de expressão, é parecida em qualquer ritmo ou batida. Esse negócio de ser contra o sistema e dizer o que pensa e quer é algo muito presente tanto no rap quanto no thrash, até mesmo por ambos representarem movimentos suburbanos em suas letras. Também no ponto de “temos alguma coisa pra falar”, saca? Como uma necessidade de sair falando tudo o que vivemos, sofremos ou com o que concordamos ou não. Mas o principal ponto é a realidade que as letras trazem, e totalmente escancaradas, sem medo algum de medir palavras.

Como trabalham as composições?

Fazemos primeiro o instrumental, se reunindo na casa de algum dos integrantes, e depois da musica montada vamos ao estúdio. Concluímos o instrumental e encaixamos alguma letra que combine e que esteja praticamente pronta.

Vocês pensam em tocar fora do Brasil, têm planos nesse sentido?

É nosso principal objetivo, talvez. Infelizmente a estrutura pra bandas emergentes de metal no Brasil é muito precária, então tentar lá fora primeiro é uma opção bem interessante. Tipo o lance que o Sepultura fez.

Vocês estão gravando seu primeiro CD. A troca de guitarristas atrasou a gravação? O novo guitarrista participa da gravação ou foi tudo gravado pelo João Premoli mesmo?

Na verdade é nosso segundo CD, sendo o primeiro nosso EP de seis músicas intitulado Underground Attack (vale a pena conferir haha). Nosso projeto atual é nosso primeiro “full lenght” com nove músicas. Em questão da gravação não só a saída do Joao Premoli da guitarra, como várias outras coisas atrasaram o processo (Desde problemas de saúde até financeiros), mas o Carlos assumiu bem o posto e gravou todas as musicas fora a Brain Control.

O ex-guitarrista João Premoli é o último à direita

O ex-guitarrista João Premoli é o último à direita

Tem previsão do lançamento?

Será lançado dia 01 de outubro próximo.

Quais as principais bandas de thrash da atualidade, na visão de vocês?

É difícil dizer quais são as principais, mas nacionalmente o Violator é com certeza a mais expressiva. Dos gringos talvez o Lost Society e o Dust Bolt.

Vocês têm uma média de idade baixa, mas fazem um som que exige e demonstra muita técnica. Estudam música, ou é só vício mesmo? 

O Marcelo sempre fez aula, desde o início da banda. Eu comecei há pouco tempo com um jazzista famoso aqui em Curitiba. O Carlos dava umas aulas até esses tempos e o Joao Wegher é o único preguiçoso (hahaha), mas todos tocaram no mesmo nível e isso que vale. O legal é que o vício virou estudo e vice versa, e isso está nos tornando músicos cada vez melhores.

Sobre o que falam, no geral, as letras de suas músicas?

Como toda banda de thrash que se preze, criticamos bastante a politica corrupta que vivenciamos diariamente, assim como religiosos fanáticos e guerras.  Comentamos sobre ser “contra a corrente” e sobre ficar chapadão também (haha). Uma aventura nova nas letras é uma musica nova que fala sobre estados de insanidade, que particularmente é nossa preferida.

Quais seus planos para quando estiverem com o CD em mãos?

Ensaiar, fazer shows e continuar compondo. O negócio não pode parar.

Quem desenvolveu a parte gráfica do CD?

O Allan Goldman desenhou e o Rodrigo Mendez mandou ver nas cores e inclusive achamos ambos fizeram excelentes trabalhos! Méritos aos artistas. O nome será “Truth Behind Destruction”.

Capa do novo CD, com previsão de lançamento para dia 1° de outubro

Capa do novo CD, com previsão de lançamento para dia 1° de outubro

Vocês já fizeram alguns shows fora de Curitiba. Como é a resposta dessa galera para o som de vocês? Recebem contatos de muita gente de fora da cidade?

É sempre uma satisfação pra nós tocar fora de Curitiba, conhecer uma galera nova, fazer novos amigos e contatos. O pessoal sempre nos recebe muito bem, curte o som e compra o material. Isso pra sobrevivência da banda é muito importante.

Espaço da banda:

Primeiro queremos agradecer a todos que já estiveram e estão nessa caminhada, cada CD ou patch vendido, cada “bera” tomada trocando uma ideia, cada amigo novo que fazemos é um “rolê” único que nos dá mais força pra continuar fazendo som e seguindo com o que mais amamos fazer.  É só o começo. STAY WASTED!

Facebook:

https://www.facebook.com/blackenedbrazil/

Música Brain Control - Truth Behind Destruction (2016)

Música Third World – Underground Attack (2014)

 

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