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VIPER: Entrevista sobre a atual fase da banda

André Matos

O Viper é uma das mais clássicas bandas de heavy metal brasileiro e disto ninguém pode discordar. Com pelo menos três discos marcados na história do metal nacional, a banda paulista ajudou a espalhar e solidificar o nosso metal com unhas e dentes. Após algum tempo parado, o Viper está de volta com a turnê, em comemoração ao 25 anos de seu debut album, o Soldier of Sunrise. Para esta empreitada, a banda está contando com seu vocalista original, André Matos – que dispensa apresentações – novamente no comando do microfone. Conversamos com o vocalista André Matos os guitarristas Felipe Machado e Hugo Mariutti, respectivamente, sobre a atual fase da banda. Veja o resultado a seguir:

Como foi esse reencontro com o pessoal que foi sua primeira banda, seus velhos amigos?
André Matos: Na verdade já foi um grande feito voltar para Curitiba, porque não tem sido fácil fazer show aqui. Que eu me lembre, a última vez que tocamos aqui já faz muito tempo, tocamos no interior do Brasil, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, mas Curitiba mesmo faz muito tempo. Com o Viper agora conseguimos abrir novamente as portas para um show aqui, coisa que estava faltando na nossa trajetória já há alguns anos.

Vai ser lançado algum material dessa turnê?
André Matos: O show de SP foi gravado na íntegra, mas nós filmamos todos os shows, então, caso venhamos a lançar esse material, terá imagens de todos os shows. A turnê ficou programada para julho, mas houve muita demanda, então devemos voltar em setembro.

Existe possibilidade de outro material posterior, talvez inéditas?
André Matos: Não, essa turnê é uma coisa muito, muito, muito pontual. Essa turnê está acontecendo em relação aos 25 anos do lançamento do Soldiers of Sunrise, onde tocamos os 2 discos na íntegra, mas não temos nenhuma pretensão de continuar, até porque cada um de nós tem suas ocupações e tiramos este tempo agora para dedicar a esta turnê do Viper. No momento não tem nada certo, pode ser que isso venha a se repetir no futuro, mas isso não foi programado ainda.

Sobre a sua carreira solo, você acaba de lançar um novo disco, certo?
André Matos: O disco está pronto, se chama “Eternal the Lights” e foi lançado no dia 22 de agosto, tanto no Brasil, quanto no mundo inteiro. Em setembro ainda vamos realizar a turnê do Viper. A partir de outubro começamos a turnê do André Matos solo. Normalmente aqui pelo Brasil primeiro, até porque em outubro não acontecem muitas turnês lá fora. As datas ainda estão sendo agendadas, mas é certeza.

Ainda existe muita diferença de estrutura entre os shows aqui e lá fora?
André Matos: Lá fora existe um circuito de clubes e casas de show que já estão acostumadas a este tipo de música. Aqui no Brasil nós temos que nos adaptar ao que existe no lugar. Não foi o caso de Curitiba, que pegamos um lugar bom, com um bom equipamento. Mas quando vamos tocar no interior e até em algumas capitais, nós temos que nos virar realmente e aí é que eu acho que entra o lado profissional. Se você consegue trabalhar em qualquer condição, quando a estrutura é boa, você acaba se saindo melhor ainda. Não há nada que nos assuste. O Brasil ainda tem muito a aprender com o nível de profissionalismo que existe lá fora, mas isto é compensado pelo calor do público.

Gostaria de dizer algo para nossos leitores e seus fãs curitibanos?
André Matos: Eu gostaria de dizer muito obrigado a todos os fãs que nos acompanham e acreditam na nossa música. Porque cada vez que entramos em estúdio para gravar um disco ou subimos num palco para fazer um show, nós temos que dar o máximo de nós. Então podem acreditar, que quando vocês escutam a música, quando vocês vêem o show, vocês estão vendo o máximo que podemos dar e nós apreciamos muito a presença e a força de vocês. Muito obrigado, um abraço a todos e espero que nos vejamos na próxima turnê.

Hugo Mariutti

Como rolou a sua entrada no Viper?
Hugo: O fato de eu tocar na banda solo do André ajudou. O Yves não iria poder fazer a turnê e o André me ligou fazendo o convite. Eu aceitei na hora, sempre gostei da banda e é muito legal participar de um momento tão importante da história do Viper.

Como andam seus outros projetos?
Hugo: O Remove Silence está na ativa, o nosso CD sai agora no princípio de agosto, tem o novo CD solo do André Matos também e eu estou aí correndo com todas essas bandas.

Você é irmão do Luis Mariutti, baixista original do Angra e Shaman, que tinha uma legião de fãs devido a suas habilidades nos graves. Por onde ele anda atualmente?
Hugo: Ele está com a banda “Motorguts”, que está gravando CD agora. Ele deu um tempo de tocar, porque foram muitos anos na estrada, masagora está voltando. O som deles é metal, mas bem diferente do que ele fazia antes.

Felipe Machado

Foi difícil viabilizar essa turnê?
Felipe Machado: Foi uma conjunção de vários fatores que possibilitaram essa reunião. Primeiro, uma proposta do Wikimetal, que é uma produtora nova. Eles falaram: “Vamos fazer uma turnê para comemorar os 25 anos do Soldiers of Sunrise?”. Como era uma data redonda e importante, nós acabamos utilizando essa data para viabilizar esse projeto todo. Nós tínhamos o mês de julho, que estava livre para todos, então conseguimos nos reunir e combinamos estes shows e acabamos programando uma turnê de quinze shows em um mês e em setembro devemos voltar para fazer mais alguns, porque algumas cidades ficaram de fora, não conseguimos atender.

Como tem sido tocar junto com o Hugo?
Felipe Machado: Tem sido muito bom, porque o Hugo, além de ser um guitarrista consagrado, é muito preciso. O Yves é um guitarrista muito rock n’roll, bem soltão e tal. O Hugo tem essa precisão, então o som acaba saindo mas coeso, mais pesado. Tem sido muito bom, além de que o André já trabalha com ele há muitos anos e nós nos demos super bem.

Como foi o reencontro com o André Matos?
Felipe Machado: Foi super tranqüilo, porque na verdade nunca perdemos o contato. Quando o André está no Brasil, nós saímos e tomas algumas cervejas, eu o Yves e o André principalmente. Nunca chegamos a nos separar de verdade. Teve um tempo no começo do Angra em que não nos encontramos muito, mas depois voltou ao normal e é assim até hoje.

Vocês chegaram a lançar um disco em português, o “Tem Pra Todo Mundo”. Como você vê esse disco hoje?
Felipe Machado: Nós sempre pensamos em fazer um disco em português e na época, logo depois do “Como Rage”, nós achamos que era a hora certa pra isso. Chegamos a nos mudar para o Rio de Janeiro e lá convivíamos com muita galera do rock brasileiro, principalmente o Legião Urbana. Então chamamos o produtor do Legião Urbana para fazer um disco nosso em português, mas que tivesse peso. Hoje acho que foi um erro chamar aquele disco de Viper. Não era um disco do Viper, era um disco de rock brasileiro. Mas foi muito legal ter feito, quem sabe um dia nós o regravemos em inglês.

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