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GRADE:Entrevista com a banda curitibana de metalcore

GRADE: Rafael, Gabriel e Bruno

A Grade é uma banda difícil de ser rotulada. Com influências das mais variadas possíveis, o atualmente quarteto formado pelos irmãos Rafael (guitarra e vocal) e Gabriel Guedes (batera), seu primo Bruno Torres (guitarra) e o mais recente membro, Rafael Belomo (baixo) lançou recentemente seu primeiro CD, intitulado apenas como “Grade”, no qual mostra grande evolução tanto técnica quanto criativa, em músicas curtas e diretas, sempre com arranjos simples e funcionais. Conversamos com os irmão Gabriel e Rafael sobre a fase atual da banda. Veja o resultado a seguir:

Pude perceber que o novo CD, em relação ao seu antigo CD-demo, ficou imensamente superior, fato comprovado por algumas músicas que constam nos dois registros.
Gabriel: É verdade, tivemos 50 horas e não podíamos passar desse tempo. Em termos de experiência a mudança foi grande. A cada ano que passou desde a primeira gravação, estudamos novamente as músicas e escolhemos bem o que íamos gravar. O último CD-demo era de 2008, então faz muito tempo.
Rafael: Eu me concentrei muito mais no processo antes da gravação. Foi muita dedicação e ensaio, para aproveitar bem o tempo, que era limitado.

Como eu disse acima, tem várias músicas neste CD que estavam na demo, correto?
Gabriel: Sim, 60% desse CD já estava na demo. A estrutura básica permaneceu a mesma, mas incluímos novos arranjos.
Rafael: Não mudamos nada nas músicas, com a exceção que temos a participação do Thiago da Costa nas músicas ADM e Caos Ataque.

Como se desenrolou o projeto do CD? Foi todo gravado no estúdio Clinica?
Gabriel: Sim. Eles já sabiam que queríamos gravar o CD. O Clinica tinha o projeto aprovado junto a Fundação Cultural de Curitiba, que é o projeto Garage Cwb. O projeto foi aprovado e as bandas foram convidadas, incluindo nós. Foram 12 bandas curitibanas de estilos variados. A Grade foi a mais pesada a participar. São todas bandas que têm qualidade. Gravamos o projeto, mas é um processo demorado, devido a quantidade de bandas. Vai ser feito um show de lançamento do projeto, todas as bandas estão interessadas nisso. O lançamento deve ficar para o segundo semestre.
Rafael: Dentro do projeto teve também a gravação de um DVD. Cada banda gravou um show individual no TUC. Sobre o que vai ser feito com o material de vídeo gravado, ainda não foi definido.

A formação da Grade mudou nos últimos anos, com a inclusão de um novo baixista, certo?
Rafael: Sempre fui guitarrista, mas pela necessidade da banda de ter um baixista, eu acabava cobrindo esse posto nos shows. Mas uma hora precisamos realmente arrumar um baixista.
Gabriel: O Rafael Belomo veio dos EUA para cá e começou a participar da banda, onde inicialmente ele fez alguns shows tocando violoncelo. Gravou o novo CD e o DVD como baixista. Com o violoncelo fizemos alguns shows, com músicas que o instrumento se encaixava. Mas ele sempre preferiu ser baixista. Foi um experimento para ele e para nós. Ele estudou comigo, eu comecei a tocar bateria junto com ele. Depois ele se mudou para os EUA. Quando voltou, nós voltamos a tocar juntos.

A Grade sempre teve preocupação com o lado visual, sempre trabalhando novas camisetas o seu logo e outros elementos. De onde vem essa visão do seu trabalho?
Gabriel: O Rafael é artista plástico, eu sempre gostei de arte, imagem, fotografia. Nesse projeto teve um designer fazendo a arte-final, mas nós definimos tudo que queríamos nele.
Rafael: para mim é bem diferente. Eu acabo tendo uma influência do ritmo na imagem e vice-versa. O ritmo predomina tanto no desenho, quanto na música. Porque o ritmo é matemático e a pintura também tem essa matemática das formas. Uma coisa inspira a outra.

Fora seu baixista, os outros membros da banda têm também parentesco familiar, Sendo vocês dois (Gabriel e Rafael) irmãos e o Bruno (guitarra) seu primo. Como é essa relação dentro da banda?
Gabriel: pra mim só fortalece. Tanto a banda quanto tudo em volta. Nós nos damos muito bem. Algumas incompatibilidades acontecem, mas isso é normal. Eu sempre quis tocar bateria, mas quem teve a idéia mesmo de montar a banda foi o Rafael. Nós começamos a tocar na quitinete onde o Rafael morava. Como não tínhamos muita técnica, começamos a fazer música própria. Por último veio o Bruno, nosso primo. A partir disso começamos a ensaiar em estúdios e de lá pra cá as oportunidades foram aparecendo. Acho que o lado familiar faz nós nos entendermos melhor. Já chegamos a tocar em dois, no festival Tendência Rock. Muita gente gostou e muita gente não entendeu, mas foi animal.
Rafael: Somos unidos, mas as vezes a coisa fica difícil.

Vocês cantam em português, diferentemente da maioria das bandas pesadas. Qual a importância da língua para vocês?
Gabriel: Nós achamos importante que as pessoas entendam o que estamos falando. Nossas músicas falam de tudo um pouco. Tem músicas sobre a questão ambiental, sobre ficção científica, são vários temas, então precisamos desse entendimento.

Como vocês definem o estilo musical da Grade?
Rafael: a nossa linha é diferente, então tocamos com muitas bandas punk, mas também metal. Buscamos a originalidade na composição também para suprir as dificuldades técnicas. Sabemos de nossas limitações e trabalhamos dentro delas.
Gabriel: eu acho que o nosso som tem várias vertentes, algo de metal, punk, new metal. Não estamos inseridos num meio. Participamos do Skate Day, que é relacionado ao hip-hop. Isso tem muito a ver com nossas influências. Escutamos reggae, Cypress Hill, rock, tem de tudo um pouco. Nós buscamos a simplicidade e acabamos participando de vários segmentos.

Vocês chegaram a tocar em um evento de boxe?
Gabriel: Fizemos uma trilha sonora para um evento de boxe, mas não chegamos a nos apresentar, foi só a trilha sonora mesmo. Fizemos também um show no GO Skate Day em 2011 e agora em 2012. Faremos novamente agora em 2012. É para ter em torno de 5000 pessoas, ao menos foi o público do ano passado. Esse ano será dia 17/06 no Centro Cívico.

Como foi o processo de composição das músicas novas?
Gabriel: As novas são bem mais recentes, todas feitas em 2011. Na verdade temos mais músicas, mas selecionamos apenas estas doze.
Rafael: tivemos mais facilidade tanto nas melodias quanto nas letras. Tem muito mais variação entre as guitarras, estamos procurando trabalhar mais com as duas guitarras, tem alguns solos também. O valor delas para nós é o mesmo. O que fizemos até agora é um som bem característico nosso, não tentamos buscar influências fora para fazer o nosso som. As músicas Terra e Grade foram das primeiras que fizemos. E soaram no CD como se tivéssemos acabado de criar. O som foi complementado com o tempo.

Para encerrar, o que vocês gostariam de falar para nossos leitores?
Gabriel: Esse CD é um novo começo, nosso primeiro trabalho, temos o objetivo de participar de festivais e principalmente realizar shows fora de Curitiba, queremos participar de grandes eventos. Fora isso, queremos fazer alguns projetos de vídeo, que acabamos de fazer um, o “Grade Neles”. O material pode ser encontrado no nosso site: www.bandagrade.com.br.
Rafael: Ele vai ser disponibilizado no nosso site de forma gratuita e venderemos as cópias nos shows. O projeto deve fazer uma parte da distribuição, mas ainda não sabemos como vai ser. Devemos colocar também em algumas lojas. Temos um projeto de lançar uma cerveja e temos nossas camisetas, todas criadas por mim.

Studio Tenda
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