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HILLBILLY RAWHIDE: Resenha do show de comemoração dos 10 anos da banda no Jokers
Mutant Cox saudando a galera com um copo de Bull Beer

Mutant Cox saudando a galera com um copo do chopp Bull Beer

Rolou no dia 11 de abril no Jokers Pub o show que comemorou os 10 anos de vida da Hillbilly Rawhide, uma das mais originais bandas já surgidas em Curitiba. Os caras acabaram de voltar de uma turnê pela Europa, onde além de vários shows muito bem sucedidos, registraram um disco que saiu em formatos vinil e CD, intitulado “Ten Years on the Road”. Este show também marcou o lançamento do álbum por estas bandas e apresentou o novo chopp Bull Beer, parceria do Hillbilly Rahide com a cervejaria Wensky, de Araucária-PR.

O show começou por volta das 23hs, com a pista do Jokers cheia – segundo o pessoal da casa, mais de 500 pessoas. O show foi longo, com mais de trinta músicas contando o bis. A maior parte das músicas tocadas era própria da banda, mas alguns covers memoráveis e já conhecidos dos fãs figuraram no set, como: “Ace of Spades” (Mr. Lemmy Kilmister ficaria orgulhoso do resultado), “Beber Até Morrer” (homenagem à influência punk tão presente na veia dos psychobilly), além de várias do AC/DC no bis, com destaque para “Jailbreak” e “Highway to Hell”.

A intro foi a “Bull Beer Theme” – em homenagem ao chopp da banda e a partir daí o som comeu solto, com músicas como “Ferrovia Centro-Oeste”, “Cavaleiros da Morte”, “Cavaleiros da Estrada”, “F.N.M.”, entrecortadas pelas novas músicas. Entre elas, destaque para “Uma cerveja, uma cachaça e um remedinho” e “E agora, Johnny?”, ambas muito boas. Algumas delas Mutant Cox anunciou como regravações, já que foram registradas nos trabalhos anteriores da banda, mas também saíram no novo disco.

Um dos momentos mais marcantes do show foi quando a banda anunciou a música “Honky Tonk Lino’s” e chamou o véio Lino, proprietário do boteco mais underground que esta cidade já viu, o saudoso Lino’s Bar, que abrigou centenas de bandas dos mais variados estilos de rock de garagem e continua até hoje na ativa. Lino, do alto de seus oitenta e três anos, fez seu tradicional discurso, desta vez falando da sua admiração pelo Hillbilly e de seu amor ao rock, às bandas locais. E foi ovacionado empolgadamente por todos os presentes.

É impressionante o nível que o Hillbilly Rawhide chegou com seu som. Tudo casa perfeitamente: timbres cuidadosamente escolhidos, letras e vocais característicos, a cozinha precisa e marcadona, com o baixo-de-pau à toda e o piano e o violino enriquecendo a mistura. Mas o destaque fica para o som da guitarra de Mutant Cox, que reproduz e cria licks de banjo misturados a outros de guitarra, as vezes realmente soando como uma mistura dos dois.

Um grande show. Público grande e envenenado, a qualidade de som e o ambiente confortável já comuns aos frequentadores do Jokers, o Hillbilly à ponto de bala, esmerilhando no palco sem dó nem piedade e chopp de primeira. Simplesmente animal.

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