No Banner to display

Notícias
KIKO LOUREIRO: Entrevista com o fundador do Angra

Kiko Loureiro em ação

O guitarrista Kiko Loureiro dispensa apresentações. Seja com o Angra – maior nome do metal nacional depois do Sepultura – ou em sua carreira solo, o músico sempre se destacou por sua técnica apuradíssima e também muito eclética. Atualmente em turnê de divulgação de seu mais recente disco, “Sounds of Innocence”, Kiko conversou recentemente com a equipe do Curitiba Underground. Segue a entrevista:

O Você pode falar algo sobre a saída do Edu Falaschi do Angra?
Kiko Loureiro: Acabei de chegar ao Brasil, ainda não sei de nada. Já tínhamos conversado um pouco sobre isso, mas nada oficializado.

Várias bandas atualmente estão saindo em turnê tocando seus discos clássicos. Vocês tem algum projeto nesse sentido?
Não.

A informação fácil hoje em dia, devido à internet, está facilitando a vida dos múisicos?
A informação é uma maravilha, mas por outro lado, a pessoa tem que saber lidar com tanta informação de uma só vez, por outro lado desestimula, porque ele pode ver aquele mar de informação e se perguntar: onde eu me encaixo nisso? Ele vai ter as melhores bandas desde sempre até os tempos atuais, de todos os países, ali na frente dele. Antes você conseguia um disco bom, era um cara ali do bairro que tocava pra caramba e você ia ver.

O que você busca na guitarra atualmente?
Eu gosto de ouvir e passear pelos estilos. Meu disco que vai sair agora em julho, com Virgil Donatti (Steve vai) na batera, um dos maiores bateristas do mundo, o Felipe Andreolli no baixo. O meu grande prazer é compor, fazer música.

Você toca com seu projeto solo na Europa também?

Com esse trio vamos começar uma turnê em julho, vamos para o nordeste, aí depois Ozaka e Tókio e estamos armando para a Europa em outubro. E eu acabei de voltar da Itália, mas eu estava sozinho, me apresentando tocando violão de náilon, tocando música brasileira, músicas minhas, completamente outro mundo. Seria um desafio. Eu a curto prazo, não tenho planos de gravar nada, mas eu gostaria muito.

Fora do Angra, você nunca pensou em fazer outro projeto com vocal?
Sempre que compus som com vocal, fiz pensando no Angra. Nunca pensei em fazer outros projetos com vocal. E agora nós vamos dar um tempo pra pensar, deixar as composições nascerem naturalmente. Eu sempre acho que primeiro vem a composição. Fazer músicas boas. Fazer música é um trabalho violento, tem que ter muita dedicação. É muito tempo gasto para criar e gravar e hoje isso ninguém paga mais. Também tenho feito muitos workshops, inclusive na Expomusic em são Paulo

Que equipamento você usa atualmente?
Guitarra Tagima, amplificadores da Laney, estou com um rack da Fractal também e cordas Da’Dario.

Em seus discos solo você toca com muitos músicos internacionais. É uma preferência sua ou é por facilidade mesmo?
Bom, o Mike Terrana gravou o primeiro e o terceiro discos, o segundo foi com o Virgil Donati e esse ultimo com o Ricardo Teixeira. Os europeus são mais certos com horários, as coisas com eles funcionam mais fácil. Esse novo disco eu estava la fora, acabei fazendo tudo lá fora, esse foi o principal motivo.

Pra fechar, o quevocê pode dizer para o pessoal que está começando a tocar agora, o que devem buscar para se tornarem bons músicos?
Devem estudar muito,  ir a shows, tocar com os amigos, viver a música mesmo, não ficar só ouvindo os discos.

 

Studio Tenda
Proximo Evento

No Banner to display