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MATANZA: Resenha do Matanza Fest na Sociedade Abranches

Jimmy London comandando a corja

Rolou dia 07 de dezembro, na velha Sociedade Abranches, o Matanza Fest, evento organizado pela produtoda da banda Matanza, sempre em parceria com produtores locais. O evento contou com as bandas curitibanas: Hillbilly Rawhide, As Diabatz, Semblant, Ankhy e Trampa, além obviamente do fechamento com a banda anfitriã. A idéia do festival é bem interessante e remete ao por hora finado Sepulfest, que por sua vez foi inspirado no Ozzfest, criação da espo.

A noite começou com o metal cadencioado do Ankhy, banda ainda nova na cena local. Na sequência, As Diabatz, que são a melhor banda feminina de rock’n’roll efetivamente. Tá certo que o estilo delas é o psychobilly, sempre recheado de influências de surf music e atitude punk, mas elas transbordam o espírito do rock’n’roll. A Trampa veio na bota, com seu som porrada cantado em português, que tra algo de metalcore, Rage Against The Machine e pauleiras nessa linha. Boa banda. A última banda local a tocar foi a Hillbilly Rawhide, que pra variar destruiu com sua mistura de hillbilly, western e rock’n’roll.

Após um breve intervalo, o Matanza subiu no palco capitaneado por Jmmy London, um dos vocalistas mais carismáticos que o rock nacional já viu. O repertório foi longo, mas como as músicas são curtas e rápidas, isso se torna necessário para que a banda monte um show completo. O calor, que já estava insuportável, incendiou de vez o lugar, fazendo com que a tradição se cumprisse, afinal, todos os shows do Matanza em Curitiba até hoje sempre foram assim: calor insuportável, cerveja gelada e muito rock’n’roll.

No repertório, músicas que já se tornaram verdadeiros clássicos, como: Pé na Porta, Soco na Cara, Ela Roubou Meu Caminhão, O Chamado do Bar, Remédios Demais, Carvão, Exofre e Salitre, entre muitos outros. O set foi encerrado com Bom é Quando Faz Mal. Foram ao todo trinta músicas, neste que foi o segundo show da turnê do Matanza Fest.

A banda se mostrou no gás o show inteiro e agradeceu muito a presença e a agitação do público, que se manteve durante todo o evento e se elevou durante o show principal. É interessante ver, após alguns anos integrado à banda, a forma sutil como o guitarrista Maurício “metaliza” as músicas da banda, tornando muitas bases praticamente “thrash”. É o mínimo que se podia esperar de um grande guitarrista, que integrou a Torture Squad, uma das bandas mais conhecidas do underground nacional, com a qual gravou o disco e DVD Pandemonium.

O público, que foi bem numeroso, cerca de mil pessoas, fez bem a sua parte, agitando durante todo o show e gerando muitas rodas de pôgo ou moshpits. A galera presente fez jús aos shows anteriores do Matanza em Curitiba, sempre lotados. Esperamos que o Matanza Fest se fortifique e traga edições ainda mais interessantes nos próximos anos. Hail!

Setlist:

1 – Intro
2 – Remédios Demais
3 – Ressaca Sem Fim
4 – Interceptor – V6
5 – Eu Não Gosto de Ninguém
6 – Matanza em Idaho
7 – Tudo Errado
8 – Pé na Porta, Soco na Cara
9 – Santa Madre Cassino
10 – Meio Psicopata
11 – Ela Não me Perdoou
12 – Arte do Insulto
13 – Clube dos Canalhas
14 – Odiosa Natureza Humana
15 – O Último Bar
16 – Tombstone City
17 – O Chamado do Bar
18 – Tempo Ruim
19 – Dashville  Chainsaw Massacre
20 – Countrycore Funeral
21 – Carvão, Enxofre e Salitre
22 – Leave That Junk Alone
23 – Maldito Hippie Sujo
24 – Rio de Whisky/quando bebe/ Bebe, Arrota e Peida
25 – As Melhores Putas do Alabama
26 – Ela Roubou Meu Caminhão
27 – Estamos Todos Bêbados
28 – Whisky para um Condenado
29 – Não Bebo Mais
30 – Bom é Quando Faz Mal

 

Studio Tenda
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